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sábado, 24 de setembro de 2011

Cordel Encantado

Em dois mundos bem distantes
O mesmo sonho sonharam
Um rei e um profeta errante
Um presságio anunciaram

Açucena germinou
Enquanto nascia Aurora
no meio de uma grande guerra
Naqueles tempos de outrora

Uma malvada duquesa
A inveja em forma de gente
Fez planos de matar a princesa
Indefesa nas mãos da serpente

Antes da morte levar
A soberana bondosa
Conseguiu ela deixar
A filha com Virtuosa

E veio o rei cangaceiro
Agarrado em seu menino
Pra deixar com o fazendeiro
O pequeno Jesuíno

Vinte anos se passaram
Pra Jesuíno e pra flor
Nunca mais os dois se largaram
A isso se chama Amor


___________

E assim terminou a novela que marcou a história da teledramaturgia brasileira!
.....
E eu que nunca havia chorado antes com finais de novela me surpreendi comigo mesma... Não deu pra resistir vendo aquele povo declamando o cordel da história de Açucena e Jesuíno.
A criatividade, bom gosto, e acima de tudo a sensibilidade que foi empregada na preparação desse final é algo inquestionável!
Todas as pessoas envolvidas nesse trabalho estão de parabéns eternos!
Amei Cordel Encantado, amei o elenco impecável, amei o enredo que mesmo quando parecia começar a ficar abusadinho ainda assim vinha com um jogo de cintura e resgatava o meu interesse, amei os personagens, o figurino, cenário, a fotografia, o texto, enfim... para resumir, Cordel Encantado para mim foi gloriosa!

Essa novela conseguiu o feito de conquistar um tempo da minha vida em frente à Tv.
Ela sim foi digna disso.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

...

... ai você se depara com uma coisa que faz lembrar alguém, e você sabe que nunca mais poderá ver... e de repente vem a sensação de vazio ao mesmo tempo que algo parece ocupar todo o espaço e começa a te sufocar... Você sabe que não tem como rever essa pessoa mas tem um impulso de gritar seu nome como se pudesse assim acordar algo que está adormecido e resolveria todos os seus problemas.
Como se pudesse chamar essa pessoa e assim ela fosse voltar!

E todas as lembranças voltam.
As dores, menos pesadas, é claro, mas sinceras.
A angústia do "não poder".

E toda vez que eu preciso passar em frente ao lugar onde você morava não consigo olhar para o último andar e saber que nunca mais você vai estar!

Infelizmente essa é uma dor que eu  sei que vou carregar comigo por toda a vida.

E já vai fazer um ano...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

... (silêncio)

... Eu não vim aqui pra te dizer nada para consolar porque sei que não há consolo, infelizmente! Eu conheço a dor de perder alguém muito amado, mas um filho, ah, isso aí eu não sei mesmo!

E como dizem, perde-se os pais e fica-se órfão, perde-se conjuge e fica-se viuvo, perde-se um filho... Que nome tem isso? Não tem nome... porque nada pode representar essa dor.

Minha mãe, aliás, todos aqui em casa ficamos muito abalados com o que aconteceu, mas ninguém, ninguém mesmo, teve coragem de ir até você (principalmente porque são todos pais e mães aqui.)!

Infelizmente ninguém pode dividir com você esta dor, mas saiba que você tem amigos, e eu me incluo nessa lista dos que querem seu bem e estão dispostos a pelo menos te ouvir e abraçar, já que é o que podemos fazer além das nossas orações.

Que seu coração encontre logo a paz!


Isabela Lacerda

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No dia 26 de julho um amigo, alguém a quem considero muito e tem importante representação em minha vida, perdeu sua filha de apenas 5 anos....

Nem preciso expressar sentimento, dispensa né?

Essas palavras são parte de uma mensagem que mandei a ele.

Ainda preparando meu coração...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Uma música "Se enamora"

Um dia desses pela net procurando músicas, relembrando, cutucando, tirando dúvidas, fui procurar uma que gosto muito da cantora Tiê e então aparece nos vídeos relacionados essa linda, encantadora, meiga e simples canção... "Se enamora".
A versão original é do grupo Balão Mágico lá dos meus saudosos anos 80.

É impossível descrever o que sinto ouvindo ela. Não, mas não é aquele "não dá pra descrever" que estamos acostumados... é "NÃO DÁ PRA DESCREVER" mesmo gente, nem mesmo tentar
porque é tão indefinido, tão subjetivo, tão particular que ... deixa pra lá!
Lembro minha infância, recordações de um tempo lindo e sinto coisas que talvez nem tenha vivido... é como se fosse uma outra vida dentro da minha própria.

Vou parar porque até eu já estou ficando confusa.

Ouça... só isso que te peço.



Acho que estou muito inspirada hoje...
Linda minha musiquinha!!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

... só a saudade...

Apesar de tantas coisas boas nos últimos dias, e nem postei ainda sobre meu aniversário, vim só para comentar com vocês como é dolorida a saudade que não se pode nunca, jamais, saciar!

Tenho sentido muita, mas muita saudade mesmo de minha prima esses dias, apesar de ter parecido que estava conseguindo equilibrar isso aqui dentro de mim ...

... isso dói mais que o normal porque essa é uma saudade desse tipo... que nunca, jamais........

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vida.


É, depois de tanto tempo eu resolvi passar aqui, até porque amanhã é meu aniversário e embora tenha passado por uma perda recente a "minha vida" está aqui, continua, e quanto a isso eu devo ser grata e comemorar, comemorar a cada dia o "novo dia".
Não farei festa.

Reunirei amigos. Pessoas queridas que gostam de mim e se alegram por minha vida.
Lembrarei os que se foram e não poderão estar aqui comigo. Mas estarão sempre em mim...

Foram perdas doloridas esse ano, mas o meu ciclo se fecha nesse 4 de Dezembro e o meu novo ano recomeça.

Estou animada.

Mesmo que pareça a muitos estranho, eu estou sim feliz e animada principalmente porque a partida da vida pode ensinar muito a quem esteja disposto a aprender.

Aprendi a dar valores, muitos, e muito!

Amanhã é meu dia!
E obrigada a quem passar por aqui e liberar algum pensamento positivo a mim.

Beijinhos, fiquem na paz.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Miu, saudades mil.

Hoje a saudade se fez mais presente, mais forte. Hoje ela estaria completando mais um ano de vida. seriam 33 anos de uma vida que não está mais aqui e esses 19 dias desde sua partida, trabalhando para suportar e aceitar o que não se pode mudar, hoje pareceram eliminados da escala do tempo. Como se tivesse sido ontem o dia em que me despedi pela derradeira vez. Pensei nela desde o momento em que meus olhos se abriram e quis muito emanar a alegria natural da minha alma em sua homenagem, mas por várias veses engoli o choro! Lembrar de tantas coisas que vivemos juntas, tantas conversas, conselhos, risadas ... e foram muitas... tanta vida!...
Parece que a própria vida quis falar comigo trazendo de volta situações sobre as quais sempre encontrei apoio nela. Coisas daquelas que geravam altos papos

"Miu, tenho uma pra te contar." ...
"Me conte!! Me conte vá."

...Daquele jeito que ela falava e que eu nunca vou esquecer...
Isso dói!

Como estou sentindo sua falta Miu!

Uma pausa para engolir o choro.
Licença.

[e eu não consegui mesmo continuar escrevendo esse texto!...]

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